Enxaqueca e a alimentação

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A enxaqueca é uma doença crônica, caracterizada por dor latejante. A dor se concentra em apenas um dos lados da cabeça e a pessoa também sente sintomas como náuseas, sensibilidade à luz e ao barulho. Os ataques de enxaqueca são causados por uma lista longa de fatores, mas estudos mostram que 60% dos casos são causados pela alimentação. Pesquisadores da universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, concluíram que o impacto do que consumimos é grande, e que a inclusão de dietas preventivas com reestruturação de hábitos alimentares é de fundamental importância para a prevenção das crises.

Veja abaixo alguns ingredientes “gatilho” que devem ser evitados por quem costuma ter enxaqueca:

Café

O café tem uma relação muito forte com o nosso cérebro, tanto é que a grande maioria dos analgésicos contém cafeína no seu principio ativo, e para muitas pessoas a falta da cafeína é que leva a dor . Mas para quem sofre de enxaqueca, o efeito pode ser o contrário,  pois a caféina estimula, ou  melhor, hiperestimula o sistema nervoso central, levando a uma facilitação da enxaqueca e seus sintomas porque ela altera a ação de determinadas enzimas e diminui a quantidade de seratonina, hormônio ligado à enxaqueca. Então não abuse do café!

 

Glutamato Monossódico

Mais conhecido como realçador de sabores, essa substância encontrada em temperos e caldos prontos e muitos industrializados, além de conter uma quantidade grande de sódio, tem vocação natural para atuar na massa encefálica, pois excita o sistema nervoso ocasionando a dor. Uma boa dica para evitar o consumo deste aditivo alimentar é fazer preparos caseiros para tempero e caldos, e sempre conferir a informação nutricional das embalagens.

 

Embutidos

Os embutidos como presunto, salaminho, bacon, salsicha e peito de peru contém nitrito, um composto químico utilizado para preservar a cor rosada dos alimentos. Em excesso, o nitrito favorece a vasodilatação, que é desfavorável para quem sofre de enxaqueca, porque gera hipersensibilidade dos vasos e terminações nervosas, gerando dor. Vale lembrar que embutidos também possuem muito sódio, então é sempre bom evitar.

 

Álcool

Por si só o álcool já causa efeito sobre nosso organismo e hiper estimula o sistema nervoso central.  Mas para quem sofre de enxaqueca, isso pode ir bem além. Segundo estudos, o líquido pode conter substâncias que afetam alguns neurotransmissores que desenvolvem a crise, principalmente o vinho tinto. Apesar de ser benéfico para as artérias,  quem sofre de enxaqueca deve evitar o consumo.

 

Chocolate

Ai não…até o chocolate? Sim, infelizmente. Ele também é cheio das mesmas substâncias estimulantes e vasodilatadoras encontradas no vinho tinto. Para quem é sensível, elas podem provocar alterações no sistema nervoso central e impulsionar a crise. O chocolate branco também possui estas substâncias, mas em menor quantidade.

 

Queijos

Esse delicioso e gorduroso alimento é um grande gatilho para quem tem enxaqueca porque, proveniente do leite, contém proteínas que são grandes demais para serem digeridas pelo nosso organismo, e são potencialmente alergênicas. Por isso podem ser confundidas pelo nosso organismo como um agressor e ser atacadas pelas células de defesa, gerando uma reação em cadeia que potencializa a crise. Melhor evitar, principalmente os mais gordurosos.

Não são todos estes alimentos que fazem mal a quem sofre de enxaqueca. Vale ficar de olho e identificar o que lhe cai ou não cai bem. Eu, por exemplo, não posso tomar uma gota de café que já incia a crise, mas não tenho problemas com queijos. Mas por via das dúvidas, tento evitar.

Suspeita-se que a enxaqueca  também seja estimulada pela abundância de moléculas inflamatórias, e neste sentido perder peso e fazer execícios físicos ajudam, pois excesso de gordura leva à inflamação. Por isso, boa alimentação e atividade física nunca devem ser deixadas de lado pois podem prevenir uma série de enfermidades. E afinal, como dizem por aí, “prevenção é o melhor remédio”. 😉

 

** Este post tem caráter informativo. Ainda que se baseie em fontes profissionais nas áreas de saúde e nutrição, não substitui de forma alguma o acompanhamento médico ou nutricional. Lembro que cada indivíduo tem suas restrições e condições alimentares específicas, e por isso é importante procurar por um especialista.

Quem escreve

Sabrina Ravagnani. Publicitária apaixonada por gastronomia, com formação técnica em cozinha profissional pelo Instituto Gastronômico das Américas. Criou o Sem Culpa Nenhuma após passar por um processo de reeducação alimentar que mudou de forma definitiva a sua relação com a comida e mostrou um novo mundo de possibilidades, saúde e sabor que merece ser compartilhado.

contato@semculpanenhuma.com

Foto: Shutter Stock

Fonte: Saúde Vital – Editora Abril

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